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17 de Junho de 2018
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    Arsenal de simulacros é apreendido em São Paulo

    Material saiu da fronteira sem documentação fiscal ou aduaneira

    Ministério da Justiça
    há 5 meses


    Armas estavam sendo transportadas entre Foz do Iguaçú (PR) - na fronteira com o Paraguai - e a cidade de São Paulo (SP)
    Brasília, 11/12/17 - É contrabando, mas as imitações de armas de fogo também poderiam ser utilizadas para cometer crimes. Esta foi a conclusão da equipe da Polícia Rodoviária Federal que apreendeu 46 pistolas e revólveres e acessórios para Airsoft em Barra do Turvo (SP). A ocorrência se deu na tarde de domingo (10), durante operação para combater o tráfico de armas e drogas.

    Os policiais rodoviários federais em serviço no quilômetro 525 da Régis Bittencourt (trecho da rodovia federal BR-116) abordaram o automóvel veículo de placas de Belo Horizonte (MG), conduzido por um homem de 28 anos. Durante inspeção ao veículo, os PRFs constataram que haviam dezenas de simulacros de armas de fogo. Segundo o motorista, tratavam-se de armas de airsoft, réplicas que funcionam a ar comprimido e imitam a aparência e o peso de armas reais.

    Porém, apesar do condutor dizer que se tratavam de armas de airsoft, elas poderiam ser confundidas facilmente com armas verdadeiras, não atendendo às normas vigentes para armas de treinamento. Ainda segundo o condutor, as armas estavam sendo transportadas entre Foz do Iguaçú (PR) - na fronteira com o Paraguai - e a cidade de São Paulo (SP). Questionado, disse que não tinha qualquer documentação fiscal ou aduaneira do equipamento.

    Após o registro da apreensão das armas, pelo crime de Contrabando, o motorista foi liberado para responder criminalmente em liberdade. Ao todo foram apreendidas 37 pistolas, nove revólveres, 190 cilindros de ar comprimido e 250 pacotes de munição.

    Enfrentamento nas fronteiras
    O reforço no policiamento de fronteira vem sendo usado com sucesso pela União no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, assim como em outros centros. A estratégia da Operação Égide é asfixiar o abastecimento de armas, munições e drogas antes de elas chegarem ao destino final.

    Para tanto, o comando das forças federais que apoiam os órgãos de segurança do Rio montaram três ondas de contenção: a primeira do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso do Sul, rota de entrada principalmente de armas e drogas ilegais vindas do Paraguai e da Bolívia; a segunda nos corredores entre os estados de Goiás, Minas e São Paulo e rotas litorâneas do nordeste, usadas pelos traficantes do Peru e da Colômbia; e a terceira no Rio de Janeiro.

    A estratégia vem funcionando. A maior parte da apreensão de drogas, armas, munições e pessoas se dá nos dois primeiros arcos, antes de chegarem à ponta final de consumo. Dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal sobre esta operação, batizada de Égide (alusão ao escudo usado por Zeus na luta contra os titãs), revelam que a primeira onda, montada na zona de fronteira, apreendeu mais de 121 toneladas de maconha e 2,5 toneladas de cocaína e crack, entre 10 de julho e o domingo (3) passado. Esses números equivalem respectivamente a 92% e 78% do total apreendido no país no mesmo período.

    Essa ação contra o crime organizado transnacional integra o Plano Nacional de Segurança Pública.

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